Depressão precisa ser controlada em pacientes com doenças crônicas.
Avaliação e detecção devem fazer parte de protocolos médicos.
Tratamento desta e de outras doenças deve ser conjunto.
Muito se fala dos efeitos da depressão e dos estados mentais negativos sobre a saúde, principalmente sobre as doenças crônicas. Porém, não havia documentação cientÃfica se as queixas dos depressivos tinham substrato anatômico, ou seja, a piora relatada pelos pacientes tinha ou não correlação com os exames de acompanhamento.
Pesquisadores da Califórnia, buscaram associar os sintomas de pacientes portadores de doença cardÃaca conhecida, com os exames da função cardÃaca.
Foram acompanhados mais de mil pacientes de São Francisco que estavam em tratamento para cardiopatia coronariana ou hipertensos, no perÃodo de 2000 a 2002. Os pacientes responderam questionários que avaliavam a presença de depressão e também eram submetidos aos exames tradicionais para doença cardÃaca como eletrocardiograma, ecocardiograma e testes de esteira.
No grupo de pacientes estudados, 20% eram depressivos; esses também apresentavam queixas de pior qualidade de vida, dificuldades no dia-a-dia e sintomas mais intensos.
Já os exames da função cardÃaca, não mostraram uma relação positiva entre os sintomas relatados e a piora da função cardÃaca.
Conclusão do estudo: embora a depressão não agrave as doenças crônicas, sua avaliação e a detecção dos sintomas depressivos nos pacientes portadores de doença crônica, deve fazer parte dos protocolos de acompanhamento. Além disso, deve haver um manejo adequado e propostas de tratamento conjunto da doença de base e da depressão.
FONTE: Luis Fernando Correia Especial para o G1

